Amargor
Fígado e cérebro estão desalinhados
Mente insana reside em corpo doente
Os desejos parecem todos espalhados
Pouco resta que permaneça resiliente
Aos poucos a desordem se instalou
Veio sorrateira, um nada mencionou
O que funcionava passou a engripar
Coração e boca suspenderam o falar
Enxaguante bucal não tira o amargor
Não vem da boca nem do estômago
Vem da mente, do coração, dessa dor
Vem do buraco no coração, tão vago
A espera de algo bom como um amor
Da carícia plena do silêncio do afago
René Henrique Götz Licht
Enviado por René Henrique Götz Licht em 12/07/2025
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